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Centro Cultural São Paulo apresenta 51 obras feitas por artistas mexicanos com síndrome de Down

07/07/2012 Sábado, Dia 07 de Julho de 2012 as 22h:55

São Paulo - Sob fortes tintas amareladas, um peixe abstrato pintado em uma tela. Naquele imenso colorido disforme, as linhas que formam o peixe começam a ser mais facilmente percebidas quando se passa a observar um de seus olhos, pintado na parte inferior do quadro. Um olhar que parece estar sendo direcionado para seu observador.
Peixe Amarelo, pintado pelo mexicano Rubén Larios, é um dos 51 trabalhos que compõem a exposição Miradas del Alma, em cartaz até dia 26 de agosto no Centro Cultural São Paulo (CCSP), em São Paulo. Todas as telas foram produzidas por artistas mexicanos com síndrome de Down, que frequentam a Escola Mexicana de Arte Down, da Fundação John Langdon Down. Entre os alunos que frequentam a escola, encontram-se também crianças.

“Nesta exposição, você olha o quadro e vê uma criança olhando para você. E você encontra o que essa criança está querendo lhe transmitir”, disse o cônsul-geral do México em São Paulo, José Gerardo Traslosheros Hernández, em entrevista hoje (07).

A exposição, que reúne pinturas, gravuras e litogravuras, já percorreu o mundo. Foi apresentada em 38 cidades das Américas, Europa e Ásia e, em São Paulo, foi trazida pelo Centro Cultural São Paulo (CCSP), em parceria com o Consulado Geral do México e apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

Nos corredores que foram montados para abrigar a exposição, no Centro Cultural São Paulo, encontram-se, além de telas abstratas, pinturas de castelos, leões, touros e cavalos... “Têm animais, frutas, pessoas. Há quadros em que fico olhando para eles e digo: 'acho que poderiam estar no melhor museu do mundo'. Tem também quadros com formas bem abstratas e você olha o colorido e fica maravilhado”, disse o cônsul.

A abertura da exposição em São Paulo ocorreu na tarde de hoje (07). Uma das primeiras pessoas a visitá-la foi a funcionária pública Graça Broetto. “Achei muito bonita as cores e texturas que eles usam. Mesmo não sendo grande conhecedora de arte, percebo que é bem forte a impressão que eles passam para a gente”, disse.


Fonte: Da Redação com informações da ABr./Elaine Patricia Cruz
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